Flor,
Depois de te olhar e (re) conhecer
Consegui perceber o que ha de bom
No céu, no sol, no ar, nos sons
Sorrir, sentir, buscar o dom;
Da flor a cor, o tom de canela
No mar saltar, de manhã, só ela
Transcende na água, renasce, revela
Desabrocha bonita, distinta, aquarela.
Os olhos castanhos de luz e alegria,
A quem quiser ver, envolve, irradia
As mãos que a tocam, veludo, macia.
No toque percebem a crença, esperança, sintonia.
Da mãe-terra ela veio, se fez sua cria,
Da Natureza ela cresce, aprende, copia.
Sintoma de amor, amizade, magia
É o toque de paz que a mim faltaria.
E por fim essa flor vem da terra tratada
Mas também tem espinhos, recortes, amarras
É a mais adorada, inquieta e cheirosa
Traz consigo um legado, uma vida, uma história.
E no jardim do mundo ela deve viver,
Para sorrir contente em todo amanhecer,
Perfumando os cantos com seu florescer
E as estrelas beijando aquando anoitecer.
01 de agosto de 2011.
segunda-feira, agosto 01, 2011
domingo, julho 31, 2011
sobrevivente.
Quase um mês depois eu volto ao diário de bordo e digo com toda certeza, eu sobrevivi.
O peito vai aliviando,
As nuvens se dissipando.
A escuridão vai clareando,
E no caminho, vejo flores dentre os espinhos.
Sentindo a mudança clara,
O vento batendo no rosto, espalhando fumaça.
A Esperança renascendo no peito.
A vida mostrando sua cara.
Os olhos fechados, atentos
Vivendo os dias com avidez, colhendo.
Sentimento vivo na alma,
Sabendo que cada querer tem sua vez.
E eu quero. Te quero, nos quero quando tiver que ser.
O peito vai aliviando,
As nuvens se dissipando.
A escuridão vai clareando,
E no caminho, vejo flores dentre os espinhos.
Sentindo a mudança clara,
O vento batendo no rosto, espalhando fumaça.
A Esperança renascendo no peito.
A vida mostrando sua cara.
Os olhos fechados, atentos
Vivendo os dias com avidez, colhendo.
Sentimento vivo na alma,
Sabendo que cada querer tem sua vez.
E eu quero. Te quero, nos quero quando tiver que ser.
domingo, julho 10, 2011
Do lado de cá.
É isso, uma viagem marcada para o mês que vem, coragem, decepção e só.
update - 10/07/11:
E agora, mais do que nunca, dói.
update - 10/07/11:
E agora, mais do que nunca, dói.
sábado, junho 18, 2011
Falta, sinto.

Esses dias andei dessenterrando o que estava aqui dentro. Paixões, amores, alegrias, lembranças, lágrimas, raivas...
É triste perceber que os melhores anos da vida já se foram. Nada vai ser como naquela época onde sentir frio na barriga todo dia de manhã era a coisa mais natural do mundo! E onde está o frio na barriga agora? Não está.
Cadê aquela alegria estonteante de saber que os dias eram longos e cheios de nenhuma preocupação? Ca-dê?
Trago dentro de mim a fúria da juventude. Aqui, guardada a sete chaves, rebelde, querendo sair! Mas o tempo passa e a gente vai ficando tímido. Não sabe mais dizer o que pensa, preocupado com o que os outros pensam. E isso é uma grandissima merda!
Sinto falta do que a vida era. Sinto falta das madrugadas frias, das ligações perdidas e do corpo cansado no dia seguinte. Sinto falta do cheiro forte do perfume francês, sinto falta das balas de melão, sinto falta do meu JD, dos meus planos, dos minhas paixões, dos meus amores, das minhas alegrias, das minhas lembranças, das minhas lágrimas, dos meus amigos, do que eu fui.
E do que eu ainda sou, mesmo amordaçada pelo tempo...
Sofrerei com essa juventude entalada em mim em forma de nó na garganta para sempre, creio eu. Péssima descoberta.
É triste perceber que os melhores anos da vida já se foram. Nada vai ser como naquela época onde sentir frio na barriga todo dia de manhã era a coisa mais natural do mundo! E onde está o frio na barriga agora? Não está.
Cadê aquela alegria estonteante de saber que os dias eram longos e cheios de nenhuma preocupação? Ca-dê?
Trago dentro de mim a fúria da juventude. Aqui, guardada a sete chaves, rebelde, querendo sair! Mas o tempo passa e a gente vai ficando tímido. Não sabe mais dizer o que pensa, preocupado com o que os outros pensam. E isso é uma grandissima merda!
Sinto falta do que a vida era. Sinto falta das madrugadas frias, das ligações perdidas e do corpo cansado no dia seguinte. Sinto falta do cheiro forte do perfume francês, sinto falta das balas de melão, sinto falta do meu JD, dos meus planos, dos minhas paixões, dos meus amores, das minhas alegrias, das minhas lembranças, das minhas lágrimas, dos meus amigos, do que eu fui.
E do que eu ainda sou, mesmo amordaçada pelo tempo...
Sofrerei com essa juventude entalada em mim em forma de nó na garganta para sempre, creio eu. Péssima descoberta.
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