Mostrando postagens com marcador coisas de gaveta.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador coisas de gaveta.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, setembro 06, 2011

Tudo encaixado

Ontem, por conta de uma reforma, fui obrigada a mexer nas memórias que guardava no coração, e num monte de caixas no meu quarto também.
Foi tudo remexido! De roupas antigas à livros da escola. Precisava me desfazer de muitas coisas. Achei de tudo: cartinhas de amor, recadinho carinhoso e lindo das amigas, confissões, poesia, autógrafos, baquetas (rs), setlist de show do CMTN, fotos (...) e amor, muito amor.

Sorrisos, abraços, lágrimas, carinho, felicidade. Coisas que hoje estão dificeis de serem reais. Senti tanta falta daquelas pessoas e momentos que chorei lendo tudo aquilo. Mas chorei de alegria também, por ter vivido aqueles momentos com toda força e intensidade que pude, mesmo sem saber na época.

E é por isso que agradeci em silêncio por todos e tudo. O cheirinho da icekiss de melão foi irresistível! A procura pela baqueta perdida, as músicas cantadas alto, as fugidas do colégio, o piercing na boca, as calças folgadas, o cheiro de perfume francês, o sorriso safado, as festinhas de 15 anos, os abraços apertados, os apelidos cheios de malícia. Obrigada Universo! Sem tudo isso eu não teria sido feliz como fui. A única coisa ruim é sentir falta das minhas amigas, dos meus amores, dos meus sorrisos.

Eu realmente não me lembrava que tinha tanta coisa guardada. E isso não vale somente para as coisas materiais não. Ontem pude reviver um pedacinho de cada época que resgatei naqueles guardados. E, como era necessário, precisei deixar algumas irem também. Coincidentemente (será?) muita coisa pediu pra sair, eu relutei mas, fui obrigada a desapegar. A pena é ter sido como foi. Não me desfiz de tudo, felizmente ou infelizmente, isso é impossivel!
Em breve postarei aqui alguns frutos desses momentos. Me dei conta de que antigamente eu escrevia quase que terapeuticamente. Todo dia, sem delongas. Quero voltar a fazer isso, quero voltar a fazer um monte de coisa. E quem sabe, reencontar esses amores. Eis o momento de cuidar do jardim - só dessa maneira as borboletas voltam.

Ps: Música que embalou o dia de ontem e de hoje: 


domingo, julho 31, 2011

sobrevivente.

Quase um mês depois eu volto ao diário de bordo e digo com toda certeza, eu sobrevivi.

O peito vai aliviando,
As nuvens se dissipando.
A escuridão vai clareando,
E no caminho, vejo flores dentre os espinhos.

Sentindo a mudança clara,
O vento batendo no rosto, espalhando fumaça.
A Esperança renascendo no peito.
A vida mostrando sua cara.

Os olhos fechados, atentos
Vivendo os dias com avidez, colhendo.
Sentimento vivo na alma,
Sabendo que cada querer tem sua vez.

E eu quero. Te quero, nos quero quando tiver que ser.










domingo, julho 10, 2011

Do lado de cá.


É isso, uma viagem marcada para o mês que vem, coragem, decepção e só.

update - 10/07/11:

E agora, mais do que nunca, dói.

sábado, junho 18, 2011

Falta, sinto.


Esses dias andei dessenterrando o que estava aqui dentro. Paixões, amores, alegrias, lembranças, lágrimas, raivas...
É triste perceber que os melhores anos da vida já se foram. Nada vai ser como naquela época onde sentir frio na barriga todo dia de manhã era a coisa mais natural do mundo! E onde está o frio na barriga agora? Não está.
Cadê aquela alegria estonteante de saber que os dias eram longos e cheios de nenhuma preocupação? Ca-dê?
Trago dentro de mim a fúria da juventude. Aqui, guardada a sete chaves, rebelde, querendo sair! Mas o tempo passa e a gente vai ficando tímido. Não sabe mais dizer o que pensa, preocupado com o que os outros pensam. E isso é uma grandissima merda!
Sinto falta do que a vida era. Sinto falta das madrugadas frias, das ligações perdidas e do corpo cansado no dia seguinte. Sinto falta do cheiro forte do perfume francês, sinto falta das balas de melão, sinto falta do meu JD, dos meus planos, dos minhas paixões, dos meus amores, das minhas alegrias, das minhas lembranças, das minhas lágrimas, dos meus amigos, do que eu fui.
E do que eu ainda sou, mesmo amordaçada pelo tempo...
Sofrerei com essa juventude entalada em mim em forma de nó na garganta para sempre, creio eu. Péssima descoberta.

sábado, junho 11, 2011

inverno


Saudade, saia de dentro do meu peito imediatamente;
Isso é uma ordem expressa de quem já vive o bastante de inverno.
Seco e frio.

Mas esse coração acredita nas voltas do planeta e na força das estações.
E que venha a chuva. Ela sempre vem. Ela é que faz as flores renascerem.



_______________________________

Li um post da Gabriela Cardoso aqui, tive um sonho, e escrevi.

segunda-feira, junho 06, 2011

Só quem sabe entende.


O que seria das pessoas se fossem todas regulares(?)?
Todos os dias teriam o mesmo humor, ou pior, o mesmo humor durante todo um dia.
Se todo mundo só fosse reflexo dos que outrora existiram.
Quem tivesse suas cores que as guardasse para si.
Qual mundo seria o conveniente para essas pessoas que só de mesmice e (in)satisfação viveriam mediocremente suas vidas programadas?
Sem curvas? Sem retornos? Sem quedas em buracos e fundos de poços?
Eu não queria estar nesse mundo de água morna.

Eu quero calor e frio extremos em uma só estação.
Eu quero é aperto no peito e sorriso nos lábios.
Eu quero explodir de sentir seja lá o que tenha para os hojes e amanhãs.
Ser inteira, sem (re)mediação, sem falsidade, sem hipocrisia (só quando se fizer necessário).
Não ser nada, apenas ser. Até onde eu goste de ser. E quando não gostar mais, que seja. Outro.

Eu quero continuar acreditando que as linhas tortas apontam mesmo para a direção que eu devo seguir.



Ensaio de pensamentos confusos, oníricos, hipersensíveis e acima de tudo, gratos.
Não achei a quem creditar a foto.

sexta-feira, março 18, 2011

introspection

"Are you ready to live?
Are you ready to die?
All I do is give
Am I wasting my time?"
Are you Read to live - Korn











É pecado sentir diferente? Sentir as coisas presas dentro da alma, onde niguém pode compreender? Acho pouco viver a vida somente por si próprio. Vivo por mim, por você, pelos outros. Os sinto em grande magnitude, em alta escala. Sinto tanto que ora floresço, ora despedaço. E essa é a hora, agora. Por trás desta capa dura, existem páginas de seda que contam uma estória de amor; não sem dor mas, seguramente, de amor. Amor "vivivel", visível - como a roupa do rei.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

E no fim...


Engraçado como aquela frase que diz: "Você é o que você transmite" faz todo sentido em alguns aspectos da vida.
Hoje, pensando na morte da "bizerra" (bizerra=mim), lembrei de uma música, e o dia todo ela tocou na minha cachola:

"(...)Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal

Na verdade não consigo esquecer Não é fácil
É estranho"
Composição: Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown - tinha que ser, né?

E essa música tem sido minha trilha sonora nesses últimos dias. E não por acaso.
Lendo um cartão de natal que ganhei a pouco mais de três dias e tomada por uma reflexão que já dura também alguns dias - mais do que nunca, dei razão a tudo o que estava sentindo.


"O de natureza 'durável' comprei mais pela cor. Você é totalmente vermelha, velho! Essa é a cor que te define. E acredito, é um vermelho ruivo meio escuro, tendendo ao vinho, viu! Uma chiqueza só haha" - Trecho do cartão de Natal;
Explicando os presentes que ganhei.


Ah, foi muito bom ler aquilo tudo. As coisas vem acontecendo como se realmente eu precisasse de sinais para entender que o que não vai bem precisa ser melhorado ou descartado, se assim o desejar. Entretanto, não preciso realmente de sinais. Não acredito em coincidências, é tudo pegadinha do malandro do destino.
Nas resoluções de ano novo, antes do terceiro reveillon, vou fazer minhas malas e acompanhar o que o tiver que ser, o "Seja o que Deus quiser" e mais, será o que eu quiser.

E no fim, voltarei a transmitir minhas reais frequências. Não que as tenha perdido mas, vez ou outra a gente esquece o caminho de casa. E, como se não me bastasse os meus sinais, depois desse cartão de natal - jogada de marketing ou não do meu amigo secreto, rs, tive a real certeza: Eu preciso é de vermelho, boa leonina que sou.

Ao som de, é claro: Marisa Monte

sexta-feira, novembro 26, 2010

O que fazer quando ela diz ter saudade?




O que fazer quando ela diz ter saudade?
Tudo bem, o tempo passou. E vocês, como ficaram? Não ficaram. A barreira da distância não permitiu nenhum contato além dos feitos através da memória. Ah! Quanta saudade!
Se tudo que ela quisesse fosse realizado, ele estaria em primeiro lugar, de novo, como ela gostaria que fosse.
Ela o quereria como no passado, a tocando fundo, até a alma. Mas o que te impede de segui-lo, perguntam-na(...) Ela cala! Ela sabe que ele não a pertence e sofre calada, dizendo não saber. Ela não queria mesmo saber!
Preferia o tempo da dúvida, a poesia escondida no caderno, dos calafrios na espinha quando imaginava as mãos enormes deslizando pelo corpo dela.
Disso sim ela gozava.
Outras tentativas de ser feliz foram buscadas por ela, mas aquela, do passado, ela não vai esquecer nunca. Nem se quisesse.
Tem dia que a correria do dia-pós-dia a deixa menos nostalgica, ela até abre um sorriso e se exibe em frente às câmeras oculares de outras pessoas porém, isso não dura muito tempo. É tudo atemporal. Vai e volta como as línguas num beijo forte e desejado. Ela se lava.
Sente falta até dos pequenos detalhes, da entriga e da birra na cozinha. Da língua veroz subindo pelo corpo mignon, do cabelo enrsocado nas mãos e de todas as coisas que podem ter acontecido, mesmo que só pensamento dela. Leite e pão são o alimento da memória, da família que não é dela mas que carrega consigo como se fosse.
Mas agora não há nada só a saudade. E o inconformismo que até sai em forma de água, pelos olhos.
Estaria ela pecando ao sentir tudo isso?
...

Mas, o que fazer quando ela diz ter saudade?
Eu fecho os olhos do pensamento para não ver.

sábado, julho 31, 2010

Frustração.


Esses dias estava conversando com algumas pessoas sobre ser estranho e feio.
Estavam tentando me mostrar a diferença entre essas duas qualidades(?) que o ser humano pode ter. Enfim acho que entendi qual a diferença entre os dois, embora eu ache que caminhem juntos em muitas situações.
Exemplos: nesse mesmo dia, quando ia a faculdade de manhazinha, tinha um rapaz olhando o mar das pedras na praia. O comentário do senhor ao meu lado no ônibus foi: "Deve estar fumando maconha".
- "Como assim?", pensei eu.
Estranho como hoje em dia é "errado" fazer coisas boas. Errado às vistas dos outros. Hoje você já nasce precisando se defender do que não fez, antes de ter feito, porque é o que esperam de você. Ser certo é errado. O bem hoje em dia é estranho. É a famigerada "inversão de valores". Que valores?

Equanto refletia sobre isso, me veio outra coisa à cabeça. Como já diz Cazuza, "Por que que a gente é assim?" Eu não sei. Achem o que quiserem mas, acho feio toda essa falsidade que nos rodeia. Dentro do que já havia pensado, às pessoas preferem ser ignoradas, deixadas de lado para então darem valor ao que os outros tem a lhes oferecer. É mehor sentir-se menos importante? É mais fácil se fingir de vítima e não assumir o amor que pode ser vivido?
E antes que pareça, não falo isso somente em relação à relacionamentos amorosos, por assim dizer. Isso é mais real em amizade/coleguismo. Ter dinheiro e disposição para ir à festas e bebericagens é mais importante do que a ajuda que se oferece, o cuidado que se dedica. Isso é feio.
As pessoas já olham para as outras exigindo algo em troca, ou algo de expetacular, "me surpreenda". Como é que se consegue novos amigos assim? Amizade para ser boa tem que ser prima da simplicidade, da cumplicidade, da verdade e irmã gêmea da felicidade.

Mas pra que, não é mesmo? Se a pessoa não pode nem mais olhar o mar numa manhã bonita de sol, para que cargas d'água vai querer um abraço? Sem desconfiança, nos tempos atuais, não ha vida. Desconfio que isso não seja bom.
E já inventando um novo conceito, é muito bizarro eu me importando com tudo isso. Quem sou eu para me sentir arrastada por toda essa estranheza e feiura? Faça-me o favor.

ps: Amei essa foto. Coisa boa de se ver.

domingo, junho 06, 2010

Q U E P A S S O U R Á P I D O . . .


Tanto tempo guardando aquilo em si, tanto ela se preparou.
Era sempre aquela mesma reação. Ela sabia que um dia ia chegar a hora e depois, nada mais teria no lugar do que passou. Ela sabia mas preferia não pensar nisso. Era tão bom sentir as borboletas no estômago. O perfume da aventura era tão melhor que a ausência. E assim ela seguiu. Todo o tempo que teve para aproveitar aqueles momentos de sorriso quente e dedos frios, ela o fez. Teria como ser diferente? Olhar para frente orgulhosa do que estava fazendo era a melhor coisa que podia acontecer na vida dela e acontecia. E as outras pessoas que não viam o que ela via eram apenas outras pessoas. O que importava mesmo era o vulcão que explodia dentro de si com toda aquela movimentação doce diante de seus olhos. Coração na boca, as mãos trêmulas tocavam outras mãos, abraços confiantes no que estava para acontecer. Os olhos se encontraram e estava dada a permissão, dos céus, dos deuses, de seja lá quem for. E estava feito. Rápido, estridente. Barulhos alucinantes, luzes refletindo o calor do que acontecia, gargalhadas altas, momento de felicidade genuína e rubor nas bochechas. Mas, como ela sabia, passou rápido. E quando percebeu foi sendo golpeada pelo que ela já esperava mas não queria. Não, ela queria ainda, queria tudo de novo. Foi ficando surpresa ao ver que o que tanto lhe preenchia agora era nada mais que o vazio da noite calada. Embora o sentimento de realização ainda permanecesse, era como se nada fosse conseguir arrancar aquela angústia de não mais ter a cabeça cheia de pensamentos...

Ela sabe que em breve tudo começa outra vez. Vendaval.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Um conto, eu conto.


A quanto tempo não me chegava aos olhos uma surpresa terna?
Nossa, aquele convite, aquele sorriso, aquele cheiro!
Era irresistível! Igual a minha curiosidade latente perante aquele poço de mistério.
Sabem o que dizem? Que quanto mais se tem, mais se quer, e é verdade, eu quero mais.
Mais daquela conversinha, daqueles assuntos, daquelas risadas, daquilo tudo que de tão distante,
chegava parecer mentira.
Tudo proibido. Depois daquela noite cheia de muitos goles, risadas altas e passos largos, corri para onde sabia que poderia encontrar o final de noite mais gostoso da vida. De longe, olhando.
Meus olhos presos aquilo tudo que eu queria sentir. Queria mesmo, naquela noite não precisava esconder. Parecia teatro. Eu não era eu e você não era você, éramos outros, outras e tudo numa simbiose louca que só terminava quando não aguentavamos mais nem um suspiro. Ai, foi bom.
Tudo com muito respeito, os impulsos regidos pelo desejo de estar ali e nada mais.
Depois, uma cerveja gelada pra acalmar os ânimos, um sorriso abafado e a certeza de que tudo valeu a pena.
Que pena!
Acordei num pular tombante. Respiração ofegante. Cheiro delirante...
Ah, era o cheiro do café que vinha da cozinha pela manhã. Foi um sonho, foi um sonho!
Mas foi bom, desse jeito não vem a dor na consciência,
Vai mantendo a aparência,
Ai, mas que merda!
Paciência!
_______________________________

Nada a declarar hoje, eu ouço as estórias e as reproduzo!
E um beijo!

sábado, dezembro 26, 2009

É nessas horas que eu queria que meu par de asas voassem,


Tem hora que só vivendo pra saber.
Tem hora que só calando pra ouvir.
Tem hora que só perdendo pra ganhar.
E eu não falo do poker, da bebida, da música somente...
Falo do que passa pelas entrelinhas e que mesmo não vendo, você percebe,
De maneira institivamente infantil, o quanto é precioso segurar o choro,
Levantar a cabeça e continuar olhando firme, com quem diz que 'nem doeu'.
É nessas horas que eu queria que meu par de asas voassem,
Que meu silêncio não falasse, covarde;
Que minha coragem não recuasse, maldade;
Que meus olhos não molhassem, verdade.
E que eu não me arrependesse de tudo, vontade.
Mesmo sabendo que tudo não passa de um soluço engasgado, prestes a ser engolido,
Vaidade.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Flor,


_

Me chama de flor,
Me planta, me colhe.
Me chama de flor,
Me cheira, me adore.
Me chama de flor,
Me leva, me escolhe.
Me chama de flor,
Me quarda, me explore .
Me chama de flor,
Me pega, me devore.
Me chama de flor,
Me esmaga, entre suas as mãos, me morre.

Tudo começou e terminou tão rápido, que nem aconteceu, nem existiu.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Oi, meu nome é pingo.


_

Oi, meu nome é pingo. Sou pequeno, e posso parecer fraco, mas não se engane! Lembre-se que posso cair de muito alto, me esborrachar no chão, mas não morro.
Me refaço à todo momento.
Sou o começo e o fim da tempestade. Muitos de mim formam mares, ocenaos. Já eu sozinho, posso ser pouco, invisível.
Posso ser também o alívio escorrendo por seu rosto, o primeiro a molhar o pasto - chamado de orvalho, ou o último que cai no ralo. Contudo, o que mais importa em tudo isso, é que sou apenas um pingo. Infinito.
E você, o que é?












Nada de muito, muito de pouco.
Um quinto de século, sede de tudo, medo de quase nada.

____________
Post de aniversário, o meu!
Me valendo da licença poética, fiz esse texto baseado nas falas da personagem "Pingo" do espetáculo: "Imagina só..Aventura do fazer". (Que esta em cartaz, não percam!) Estrelado pela Cia. novos-novos, residente do Teatro Vila Velha, Salvador- Bahia.
*Não sei quem é o autor do texto, mas ficam aí todas as outras referências.

terça-feira, julho 28, 2009

meu coração eu pus no bolso e as cartas na gaveta.


(...)
"Que meus gestos, intenções e pensamentos não destoam do teu passo. Meu corpo não deseja outro Oasis. Minha boca não precisa de outro gosto."
(...)
"Não deixe que outro roube o brilho dos meus olhos, que hoje, é só seu. Não quero me perder no meio do caminho, um caminho que mal começamos a andar. Mil vezes pedi pra deixar de ser você, mas eu falhei. E agora, não quero contar com esse capricho outra vez.
De uma vez por todas aprendi que a vida nos dá poucas chances de 'fazer a coisa certa'.
Eu tenho tentado, mas e você?
É, eu tenho tentado. E se não der certo, se eu estiver errada em querer acertar, a hora do adeus sempre chega. "
(...)
"É, essa carta é para você, que nunca vai ler o que eu nunca escrevi. Tenho muita saudade do que eu nunca esqueci."

__

Trilha:
A vida é doce - Lobão.
Todas Elas juntas num só ser - Lenine.

domingo, julho 19, 2009



Minha vida é música, soneto, poesia.
Minha vida é plural, corre-corre, dia-a-dia.
Minha vida é você, eu, alegria.
Minha vida é dia, horas, nostalgia.
Minha vida é fôlego, sossego, agonia.
Minha vida é calada, safada, vadia.
Minha vida é criação, criatura, companhia.
Minha vida é boca, olhos, sinestesia.
Minha vida é céu, terra, harmonia.
Minha vida é festa, fogo, folia.
Minha vida é silêncios, calafrios, melancolia.
Minha vida é pouco, meio, demasia.
Minha vida é luz, cores, distonia.
Minha vida é canto, dança, melodia.



Minha vida é tudo, é nada, é minha.

Anne E.
_________________________


PS: Essa foto é batida mas eu gosto dela.

quarta-feira, julho 08, 2009

"pra não dizer que não falei das flores.."


Educada,
Se é pra não dizer o que preciso,
Prefiro não ser.

Delicada,
Se é pra abraçar quem eu não desejo,
Prefiro não ser.

Ensinada,
Se é pra não chegar onde almejo,
Prefiro não ser.

Companheira,
Se é pra não sentir medo,
Prefiro não ser.

Decidia,
Se é pra ser o que sou,
eu escolho quem ser.

________________________

Sobre conversas leoninas e librianas à respeito do futuro, de sonhos, de luta e de risos.

quarta-feira, junho 24, 2009

[...]


Mel.anco.lia.

No meu dicionário é palavra que não se decifra.
Tem vida própria e toma conta do ambiente sem avisar.
Abraço doce de saudade ela tem.
Beijo amargo, sem piedade, ela vem.

Uma palavra só, tão grande, tão densa.
Tão pequena às vezes, tão tensa.
Sobriedade me sobra na alma,
Enquanto o que eu desejava era embreaguez do corpo.

Um copo.
Um gole.
E eu ganhando calor enquanto o vinho perde.
Ele por minha causa, e eu por causa dele.

Aquecer os dedos frios, os arrepios, o pelos em pé.
Aquecer o frio na barriga de não saber do que vem,
Quando ela vai, quando que sai e vai em busca de alguém,
Que não eu, não mais.

Ela é invasora, sabe que não vivo sem ela.
Faz disso motivo pra me acompanhar sempre.
O que seria de mim sem ela?
O mesmo que é a tendo.

___________
Tudo sem sentido, mas tudo faz sentido.


Anne Elisabeth.

segunda-feira, junho 01, 2009

Oi, hoje eu tive uma crise.


Pois é.
Quando que eu pensei que uma caixinha estampada com anjinhos na tampa seria o estopim para uma raiva infernal?
Pois foi.

Enquanto os anjos sorriam, eu chorava.
Chorava muito.
Mas fazer o que se sentir as dores do mundo faz parte de mim. Viver é isso, é mais que isso, é quase um morrer. E eu ainda sobrevivo.

Caixa, raiva, dor, intriga.
Abri, olhei, não li, mentira.
Fechei, guardei, chorei, ferida.


e obrigada por mais 24 horas...