sábado, junho 11, 2011

inverno


Saudade, saia de dentro do meu peito imediatamente;
Isso é uma ordem expressa de quem já vive o bastante de inverno.
Seco e frio.

Mas esse coração acredita nas voltas do planeta e na força das estações.
E que venha a chuva. Ela sempre vem. Ela é que faz as flores renascerem.



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Li um post da Gabriela Cardoso aqui, tive um sonho, e escrevi.

segunda-feira, junho 06, 2011

Só quem sabe entende.


O que seria das pessoas se fossem todas regulares(?)?
Todos os dias teriam o mesmo humor, ou pior, o mesmo humor durante todo um dia.
Se todo mundo só fosse reflexo dos que outrora existiram.
Quem tivesse suas cores que as guardasse para si.
Qual mundo seria o conveniente para essas pessoas que só de mesmice e (in)satisfação viveriam mediocremente suas vidas programadas?
Sem curvas? Sem retornos? Sem quedas em buracos e fundos de poços?
Eu não queria estar nesse mundo de água morna.

Eu quero calor e frio extremos em uma só estação.
Eu quero é aperto no peito e sorriso nos lábios.
Eu quero explodir de sentir seja lá o que tenha para os hojes e amanhãs.
Ser inteira, sem (re)mediação, sem falsidade, sem hipocrisia (só quando se fizer necessário).
Não ser nada, apenas ser. Até onde eu goste de ser. E quando não gostar mais, que seja. Outro.

Eu quero continuar acreditando que as linhas tortas apontam mesmo para a direção que eu devo seguir.



Ensaio de pensamentos confusos, oníricos, hipersensíveis e acima de tudo, gratos.
Não achei a quem creditar a foto.

segunda-feira, maio 16, 2011

Agridoce


Eles são iguais.

Todo aquele desenho frio,
Todas aquelas palavras quentes,
Todo o estilo de homem bomba,
Toda mentira de gente carente.

Ele não sabe como ela é.
Ele apenas imagina o quanto é bom.
Ela sabe que ele a testa,
Querendo ouvir aquele seu som.

Eles conversam sobre as vidas,
Sobre as idas e vindas marcadas na tela.
Ela sabe que ele (só)mente,
E se delicia com o sorriso dela.

Ele burla a distância da lente
Invade suas roupas, seu cheiro, de frente.
E ela gosta de ouvir, displicente
Os planos cafagestes que ele tem na mente.

E é desse artifício que ele se utiliza
Contamina a pobre moça, enfeitiça.
Ah, se um dia eu te encontro.
Desfaço tuas mentiras num único canto - diz ela.

E é nessa icógnita que a semana passa
Abraços, beijos, cigarros piratas
Enquanto existir pirraça
Na cama e na graça é que eles hão de ficar.

Entre promessas violentas
Manhãs sonolentas são o que restam de novo
Enquanto existir o proibido gostoso
Ela há de esperar - a noite acabar, o dia chegar

...

Mas não se iludam os mais inocentes,
Ela também traz maldade nos dentes
Ela também diz mentiras pertinentes
E ele brinca com o veneno, docemente.


Ok, eu amo o Nicholson.

quarta-feira, maio 04, 2011

[Set fire to the rain]

Alguns passos adiante e já se pode ver a luz novamente.
Sempre tive a mania de me esconder por detrás de músicas e pensamentos. É uma maneira de resguardar o que eu realmente penso, deixando que todos falem por mim. E eu amo isso. Adoro a possibilidade de que ninguém saiba o que eu sinto, a não ser que eu queira. São tantos os caminhos.


Agora, num momento de necessária confusão mental, deixo que tudo aconteça de maneira suave. causando o que tem que causar, sem me culpar e sem culpar ninguém afinal, quem sou eu mesmo?
Quero redescobrir isso naturalmente, vivendo o que tiver que viver e sentindo - muito, o que tiver que sentir. E que venham os sentimentos e sentidos.







Essa é a Adele, quem ta falando por mim no momento. Ouçam, que vale muito a pena!