segunda-feira, junho 06, 2011

Só quem sabe entende.


O que seria das pessoas se fossem todas regulares(?)?
Todos os dias teriam o mesmo humor, ou pior, o mesmo humor durante todo um dia.
Se todo mundo só fosse reflexo dos que outrora existiram.
Quem tivesse suas cores que as guardasse para si.
Qual mundo seria o conveniente para essas pessoas que só de mesmice e (in)satisfação viveriam mediocremente suas vidas programadas?
Sem curvas? Sem retornos? Sem quedas em buracos e fundos de poços?
Eu não queria estar nesse mundo de água morna.

Eu quero calor e frio extremos em uma só estação.
Eu quero é aperto no peito e sorriso nos lábios.
Eu quero explodir de sentir seja lá o que tenha para os hojes e amanhãs.
Ser inteira, sem (re)mediação, sem falsidade, sem hipocrisia (só quando se fizer necessário).
Não ser nada, apenas ser. Até onde eu goste de ser. E quando não gostar mais, que seja. Outro.

Eu quero continuar acreditando que as linhas tortas apontam mesmo para a direção que eu devo seguir.



Ensaio de pensamentos confusos, oníricos, hipersensíveis e acima de tudo, gratos.
Não achei a quem creditar a foto.

segunda-feira, maio 16, 2011

Agridoce


Eles são iguais.

Todo aquele desenho frio,
Todas aquelas palavras quentes,
Todo o estilo de homem bomba,
Toda mentira de gente carente.

Ele não sabe como ela é.
Ele apenas imagina o quanto é bom.
Ela sabe que ele a testa,
Querendo ouvir aquele seu som.

Eles conversam sobre as vidas,
Sobre as idas e vindas marcadas na tela.
Ela sabe que ele (só)mente,
E se delicia com o sorriso dela.

Ele burla a distância da lente
Invade suas roupas, seu cheiro, de frente.
E ela gosta de ouvir, displicente
Os planos cafagestes que ele tem na mente.

E é desse artifício que ele se utiliza
Contamina a pobre moça, enfeitiça.
Ah, se um dia eu te encontro.
Desfaço tuas mentiras num único canto - diz ela.

E é nessa icógnita que a semana passa
Abraços, beijos, cigarros piratas
Enquanto existir pirraça
Na cama e na graça é que eles hão de ficar.

Entre promessas violentas
Manhãs sonolentas são o que restam de novo
Enquanto existir o proibido gostoso
Ela há de esperar - a noite acabar, o dia chegar

...

Mas não se iludam os mais inocentes,
Ela também traz maldade nos dentes
Ela também diz mentiras pertinentes
E ele brinca com o veneno, docemente.


Ok, eu amo o Nicholson.

quarta-feira, maio 04, 2011

[Set fire to the rain]

Alguns passos adiante e já se pode ver a luz novamente.
Sempre tive a mania de me esconder por detrás de músicas e pensamentos. É uma maneira de resguardar o que eu realmente penso, deixando que todos falem por mim. E eu amo isso. Adoro a possibilidade de que ninguém saiba o que eu sinto, a não ser que eu queira. São tantos os caminhos.


Agora, num momento de necessária confusão mental, deixo que tudo aconteça de maneira suave. causando o que tem que causar, sem me culpar e sem culpar ninguém afinal, quem sou eu mesmo?
Quero redescobrir isso naturalmente, vivendo o que tiver que viver e sentindo - muito, o que tiver que sentir. E que venham os sentimentos e sentidos.







Essa é a Adele, quem ta falando por mim no momento. Ouçam, que vale muito a pena!

sábado, abril 09, 2011

sobre os castelos...


Achava ela que tinha construído seus castelos em base sólida.
Não! Tudo não passava de areia movediça. Tudo se desfez na velocidade das lágrimas que ela derramou.
Dizem até que foram suas próprias lágrimas que amoleceram a areia dos catelos...
Eram muitos, uns maiores do que outros. Mas eram frágeis, muito mais que ela.




(...)




O que ela não sabia era que assim como a destruição - forte e avassaladora, viria também a redenção - linda e robusta.
Lá vai ela, não podes ver? Ali, carregando pás e sonhos, construindo outros castelos por cima dos que cairam ou foram derrubados.
Talvez os construa sozinha, talvez precise de ajuda mas, quem vai saber? Só o tempo dirá. E ela quererá saber de tudo e nos contará tudo também. Ela tem paciência de esperar o tempo necessário para que as lágrimas sequem.

E agora os castelos não são mais somente de areia...