sábado, abril 09, 2011

sobre os castelos...


Achava ela que tinha construído seus castelos em base sólida.
Não! Tudo não passava de areia movediça. Tudo se desfez na velocidade das lágrimas que ela derramou.
Dizem até que foram suas próprias lágrimas que amoleceram a areia dos catelos...
Eram muitos, uns maiores do que outros. Mas eram frágeis, muito mais que ela.




(...)




O que ela não sabia era que assim como a destruição - forte e avassaladora, viria também a redenção - linda e robusta.
Lá vai ela, não podes ver? Ali, carregando pás e sonhos, construindo outros castelos por cima dos que cairam ou foram derrubados.
Talvez os construa sozinha, talvez precise de ajuda mas, quem vai saber? Só o tempo dirá. E ela quererá saber de tudo e nos contará tudo também. Ela tem paciência de esperar o tempo necessário para que as lágrimas sequem.

E agora os castelos não são mais somente de areia...

sexta-feira, março 18, 2011

introspection

"Are you ready to live?
Are you ready to die?
All I do is give
Am I wasting my time?"
Are you Read to live - Korn











É pecado sentir diferente? Sentir as coisas presas dentro da alma, onde niguém pode compreender? Acho pouco viver a vida somente por si próprio. Vivo por mim, por você, pelos outros. Os sinto em grande magnitude, em alta escala. Sinto tanto que ora floresço, ora despedaço. E essa é a hora, agora. Por trás desta capa dura, existem páginas de seda que contam uma estória de amor; não sem dor mas, seguramente, de amor. Amor "vivivel", visível - como a roupa do rei.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Licença, preciso desabafar.


Ando tão desapontada com a falta de cuidado das pessoas com as pessoas, em gerall, que estou me sentindo meio imbecil ultimamente por ser a única a achar isso preocupante.
Sabe quando falta um "bom dia, como você esta?"
Não importa mais se as pessoas estão doentes, com problemas na família ou simplesmente passando por um dia ruim, é cobrança em cima de cobrança. E o pior disso tudo é ter que passar ileso por situações de falsidade. Eu, definitivamente, não sei fingir gostar de alguém ou ser amiga desse alguém por interesses profissionais ou qualquer outro que seja. Acho isso nojento.

Eu procuro ser coerente nas coisas que faço e, acima de tudo, respeitar as pessoas dentro do que elas são e de suas capacidades. Só que, paciência tem limite. E a minha já é bem curta. Mesmo você fazendo "um bem" leva o tapa na cara, o que me leva a pensar em quais são os valores que as pessoas cultivam dentro delas.
É muito complicado conviver com pessoas muito diferentes e ainda mais quando elas não se esforçam para melhorar essa convivência e aí eu pergunto, como lidar?

Sei que ainda vou encontrar no meu caminho muitas pessoas como esta que agora me tira do sério e que isso, com certeza, é mais um dos testes para me fazerem sair do estado em que me encontro hoje e evoluir. Mas, não posso passar por isso calada. Me revolta a falta de atenção das pessoas, de profissionalismo e ética. Trazer o seu jeitinho mimado para dentro do seu trabalho não vai fazer com que as pessoas lhe atendam como seus pais. Cresce, gente!

Aprendam que a vida, sobretudo a profissional, não é feita de aparências! Você precisa buscar a verdade e a transparência no que faz! Só assim você crescerá e não precisará mais chorar toda vez que comete um erro.

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Aliviada um pouco da tensão, vamos ao que me deu "inspiração" - cara de pau a minha, para o título do texto!
Vi um pequeno VT sobre a campanha "Dá licença, eu sou pai!" e fiquei tão feliz com essa pequena grande evolução que não poderia deixar de registrar isso aqui!



Ai, é nessas horas que ainda acredito que esse país tem jeito!


quarta-feira, dezembro 22, 2010

E no fim...


Engraçado como aquela frase que diz: "Você é o que você transmite" faz todo sentido em alguns aspectos da vida.
Hoje, pensando na morte da "bizerra" (bizerra=mim), lembrei de uma música, e o dia todo ela tocou na minha cachola:

"(...)Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal

Na verdade não consigo esquecer Não é fácil
É estranho"
Composição: Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown - tinha que ser, né?

E essa música tem sido minha trilha sonora nesses últimos dias. E não por acaso.
Lendo um cartão de natal que ganhei a pouco mais de três dias e tomada por uma reflexão que já dura também alguns dias - mais do que nunca, dei razão a tudo o que estava sentindo.


"O de natureza 'durável' comprei mais pela cor. Você é totalmente vermelha, velho! Essa é a cor que te define. E acredito, é um vermelho ruivo meio escuro, tendendo ao vinho, viu! Uma chiqueza só haha" - Trecho do cartão de Natal;
Explicando os presentes que ganhei.


Ah, foi muito bom ler aquilo tudo. As coisas vem acontecendo como se realmente eu precisasse de sinais para entender que o que não vai bem precisa ser melhorado ou descartado, se assim o desejar. Entretanto, não preciso realmente de sinais. Não acredito em coincidências, é tudo pegadinha do malandro do destino.
Nas resoluções de ano novo, antes do terceiro reveillon, vou fazer minhas malas e acompanhar o que o tiver que ser, o "Seja o que Deus quiser" e mais, será o que eu quiser.

E no fim, voltarei a transmitir minhas reais frequências. Não que as tenha perdido mas, vez ou outra a gente esquece o caminho de casa. E, como se não me bastasse os meus sinais, depois desse cartão de natal - jogada de marketing ou não do meu amigo secreto, rs, tive a real certeza: Eu preciso é de vermelho, boa leonina que sou.

Ao som de, é claro: Marisa Monte