sábado, dezembro 26, 2009

É nessas horas que eu queria que meu par de asas voassem,


Tem hora que só vivendo pra saber.
Tem hora que só calando pra ouvir.
Tem hora que só perdendo pra ganhar.
E eu não falo do poker, da bebida, da música somente...
Falo do que passa pelas entrelinhas e que mesmo não vendo, você percebe,
De maneira institivamente infantil, o quanto é precioso segurar o choro,
Levantar a cabeça e continuar olhando firme, com quem diz que 'nem doeu'.
É nessas horas que eu queria que meu par de asas voassem,
Que meu silêncio não falasse, covarde;
Que minha coragem não recuasse, maldade;
Que meus olhos não molhassem, verdade.
E que eu não me arrependesse de tudo, vontade.
Mesmo sabendo que tudo não passa de um soluço engasgado, prestes a ser engolido,
Vaidade.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

De volta?


Sacodindo um pouco a poeira dos tapetes a saudade me pegou pelo braço.
Não esqueço este pedaço que de tão meu, passou a não ser.
Precisei de novos fôlegos, sai de casa e deixei tudo aberto, fiquei por perto, não esqueci.
Depois do tempo vivido, do muito tentado e sempre pouco aprendido,
Volto ao meu lar, que do amor ao sangrar sempre esteve comigo.

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De volta ao aconchego?
Quem sabe! Eu gosto mesmo é do estrago.
Das estórias alheias à minha história aqui estou eu de novo disposta.
Cheia de rima na mira.

Um beijo pra quem me fez sentir saudade!

sexta-feira, agosto 28, 2009

Flor,


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Me chama de flor,
Me planta, me colhe.
Me chama de flor,
Me cheira, me adore.
Me chama de flor,
Me leva, me escolhe.
Me chama de flor,
Me quarda, me explore .
Me chama de flor,
Me pega, me devore.
Me chama de flor,
Me esmaga, entre suas as mãos, me morre.

Tudo começou e terminou tão rápido, que nem aconteceu, nem existiu.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Oi, meu nome é pingo.


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Oi, meu nome é pingo. Sou pequeno, e posso parecer fraco, mas não se engane! Lembre-se que posso cair de muito alto, me esborrachar no chão, mas não morro.
Me refaço à todo momento.
Sou o começo e o fim da tempestade. Muitos de mim formam mares, ocenaos. Já eu sozinho, posso ser pouco, invisível.
Posso ser também o alívio escorrendo por seu rosto, o primeiro a molhar o pasto - chamado de orvalho, ou o último que cai no ralo. Contudo, o que mais importa em tudo isso, é que sou apenas um pingo. Infinito.
E você, o que é?












Nada de muito, muito de pouco.
Um quinto de século, sede de tudo, medo de quase nada.

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Post de aniversário, o meu!
Me valendo da licença poética, fiz esse texto baseado nas falas da personagem "Pingo" do espetáculo: "Imagina só..Aventura do fazer". (Que esta em cartaz, não percam!) Estrelado pela Cia. novos-novos, residente do Teatro Vila Velha, Salvador- Bahia.
*Não sei quem é o autor do texto, mas ficam aí todas as outras referências.